3 de maio de 2026

Jardim em reforma


Fui no sebo e não encontrei nada do meu agrado. Atravessei a rua, subi os quatro lances de escada do prédio rosa para ir ao banheiro, depois outros lances para ver o que tivesse para ser visto. O jardim estava fechado com uma betoneira no lugar das plantas, notei pelo enquadramento da janela. Ao lado da porta, essas artes.

(Laura Ribero Rueda
Palavras que viram linhas, que viram fronteiras
Poemas de Sarita Jenamani e Aftab Husain)

28 de fevereiro de 2026

Fotos da câmera velha que é nova (ou vice-versa)


Por burrice minha essa câmera estava parada faz anos porque aparentemente colocar as quatro pilhas necessárias da forma correta é uma tarefa muito complicada, mas fiz a lição de casa, aprendi a ler imagens (mais e menos) e agora sei como inserir o mais e menos no mais e menos. Ainda tenho muita vergonha de apontar a lente para coisas e fazer isso virar foto mas tentei um pouco entre o final de janeiro e parte de fevereiro.

1. autorretrato no atelier
2. gato Bebê no sol do pátio
3. gato Hector surpreso na área de serviço
4. vários patinhos na lagoa (Redenção, Porto Alegre)
5. calça sob medida que fiz para minha irmã
6. foto minha em Carlos Barbosa - RS
7. eu e minha irmã

7 de janeiro de 2026

Quatro garotas em quatro filmes

Como bem diz a minha descrição no letterboxd, "só gosto de ver uns negocinho, não quero entender nada não". Não tenho muitos critérios além de evitar filmes americanos.

* * *

A Dream Longer Than the Night (Niki de Saint Phalle, 1976, França) | Não lembro onde vi o nome dessa diretora mas lembro de quando fui atrás só ter encontrado trechos no Youtube mas nada em nenhum outro lugar. Abri o Mubi no primeiro dia do ano e dei de cara com esse filme aí vi. É meio De Repente 30, é meio Alice no país das maravilhas, é várias coisas acontecendo tudo e tanto. É um clipe da banda experimental Einstürzende Neubauten antes da banda experimental existir. É piroca explodindo. Várias.


Alicia en el país de las maravillas (Eduardo Plá, 1976, Argentina) | Logo em seguida vi esse Alice no país das maravilhas, dessa vez infantil como geralmente é. Promissor no início mas depois descambou e só pareceu uma aula experimental de teatro que rendeu um certificado de participação e um VHS com o filme da turma.

Donkey Skin (Jacques Demy, 1970, França) | Ainda nos contos de fadas, vi esse do marido da Agnès Varda. Anos atrás assisti Les Parapluies de Cherbourg, ou Barbie para CiNéFiLoS, que achei obviamente belo mas com vontade de deixar no mudo. Esse do asno não. É perfeito. É LINDO. O FIGURINO. AS CORES. GLITTER POR TUDO. As músicas funcionam e não enchem o saco. Jeane Dielmann tá lindíssima.

Attenberg (Athina Rachel Tsangari, 2010, Grécia) | Garota estranha (que transa estranho com cara estranho e que tem amiga estranha) tem relação normal com pai normal que vai morrer. Estranho normal.